quinta-feira, 23 de maio de 2013

CONSUMO CONSCIENTE


Pensar em viver num mundo melhor em que o homem e a natureza estejam vivendo harmonicamente parece um sonho, mas pode vir a tornar realidade. Parando para pensar em consumismo consciente, logo desenvolvimento sustentável, é ter o senso crítico em querer mudar a cara do nosso planeta; na verdade, mudar o comportamento do homem com relação ao meio-ambiente perante a maneira como ele consome. Refletir sobre suas ações e impactos ambientais, por causa de uma visão capitalista e globalitária do mundo, é uma das formas de nos conscientizarmos e procurar colocar em prática o desenvolvimento sustentável.
O Capitalismo e o Globalitarismo, segundo Milton Santos, grande geógrafo e intelectual baiano, são os grandes vilões do consumo exagerado. As pessoas no geral consumem de maneira compulsiva os produtos lançados no mercado para satisfazer um capricho ou a um modismo, sendo que muitas das vezes esse produto fica encostado num canto em casa ou o antigo é jogado no lixo não reciclado. Consumir por consumir é uma característica forte do modismo. No campo da tecnologia, a exemplo dos aparelhos celulares, muitos trocam a cada lançamento. Então nos perguntamos: “Pra onde vai o aparelho antigo? O que é feito dele?”. Já no campo das vestimentas, grande parte mulheres, muitos compram sapatos e roupas que às vezes não irão usar todos os modelos e cores. Neste caso, refletimos: “Enquanto uns tem demais, outros não tem nada, nem onde cair morto”. Essa é a cara do Globaritarismo, da desigualdade social, que pela maneira como produzimos e consumimos divide o mundo em dois extremos: OS DO QUE TEM DINHEIRO PARA CONSUMIR x OS QUE NÃO TEM “NADA”.
O Globaritarismo (Globalização Totalitária), de acordo com Milton Santos, desenvolve-se quando as grandes empresas, as multinacionais, as empresas privadas e até mesmo a própria economia política de um país tem uma visão apenas de exploração, produção e lucros, a qual os beneficiados são os de poder econômico, esquecendo-se da economia solidaria. Quem tem dinheiro para consumir participa de um mundo “globalizado”, quem não tem, é excluído deste mundo, fica no desejo e na vontade do que é imposto nas propagandas, na “miséria”. Desta forma, o país cresce de maneira desigual assustadoramente, onde são poucos os investimentos e preocupações do governo com relação à qualidade de vida da sociedade como um todo. Os problemas sociais estão aí na cara, maior parte da população a margem da sociedade: aumento de
desemprego, prostituição, tráfico de drogas, bairros sem estrutura de moradia, desnutrição, educação sem qualidade, falta de assistência médica entre outros que levam a miséria da população carente, do país.
O Consumo consciente, sustentável ou responsável é um comportamento que incorpora o fato de que os recursos são limitados, e corresponde a ações ou práticas para a qualidade de vida pessoal e coletiva. O consumo sustentável baseia-se na ideia de que o planeta não pode suportar os velhos padrões utilizados nas últimas décadas para a extração, produção, comercialização e descarte de bens. Consumir de maneira sustentável significa consumir melhor e menos levando em consideração os impactos ambientais, sociais e econômicos das empresas e dos seus produtos (cadeias produtivas). Este consumo precisa ser sustentável em todos os sentidos: desde a compra, uso e até o descarte. É importante questionar-se sobre o consumo pessoal sempre, como pode ser reduzido e melhorado em qualidade. Quem estimula o consumo sustentável é o consumidor consciente ou "verde". Chamado assim por ser mais consciente no ato de comprar ou usar produtos com a possibilidade de colaborar com o planeta.


Considerações Finais

O desenvolvimento sustentável é de extrema importância tanto para o homem quanto ao meio-ambiente. É de suma importância que: as pessoas se policiem, reflitam e mudem mais na maneira de consumir, ou seja, consumir o necessário de fato que irá usar; quanto as empresas, em especial as de grande porte, invistam na prática de uma economia sustentável, pois a vida do homem e do planeta Terra depende do equilíbrio entre os três pilares da sustentabilidade: ambiental, econômica e sociopolítica. A comunidade, os municípios, o Estado e a União são também responsáveis na mudança deste quadro, através de denuncias de criminosos ambientais e de projetos que visam à prática do desenvolvimento sustentável como: lixo seletivo para a reciclagem, reflorestamento, consumo de produtos orgânicos, que inclusive fazem bem a saúde, construção de casas ecologicamente corretas, saber consumir a água que ainda temos entre outros. Cada um fazendo sua parte, poderemos sim viver num mundo melhor. É preciso ter um olhar crítico sobre tudo isso, como diz Milton Santos, “acontecer solidário” é preciso.

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