O blog foi realizado com a finalidade de postar a cerca do tema "Consumo sustentável frente ao consumo desnecessário". A sua criação foi devido ao trabalho proposto pela matéria da Universidade Católica do Salvador, Socioantropologia, ministrada pela professora Taynar Pereira.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Enquete
1. Você é viciado em produtos de marca?
2. Você usa tudo o que tem no guarda-roupa ? Se não usa, já pensou então o porquê de tantos produtos que não são usados?
3. É necessário seguir de acordo com a ‘moda’ para ter uma boa relação na sociedade? Se sim, por quê ?
4. O que causa bem-estar e ao mesmo tempo não precisa ser comprado?
5. Você acha que conseguiria viver em um mundo onde regem apenas os princípios básicos de um cidadão?
6. Você sabia que o consumismo pode virar uma doença? O que faz para reverter tal situação?
O seu consumo transforma o MUNDO !
É bem verdade que o governo nao investe em escolas e hospitais. Essa negligência do Estado é alvo direto das críticas feitas pela sociedade. Só que o que muitas pessoas não têm consciência é de que elas também deixam de contribuir para a melhoria do ambiente em que vivem e de, assim, cumprirem o seu papel como cidadão. Pois o dinheiro gasto para coletar o excesso de lixo - gerado pelo consumo exagerado - poderia ser usado para construir hospitais. O desperdício de água e luz gera gastos que poderiam ser revestidos para as escolas. Então para construir um lugar melhor o primeiro gesto está ao alcance das mãos de cada um. seja um consumidor consciente !
CONSUMO CONSCIENTE
Pensar em viver num mundo melhor em que o homem e a natureza estejam vivendo harmonicamente parece um sonho, mas pode vir a tornar realidade. Parando para pensar em consumismo consciente, logo desenvolvimento sustentável, é ter o senso crítico em querer mudar a cara do nosso planeta; na verdade, mudar o comportamento do homem com relação ao meio-ambiente perante a maneira como ele consome. Refletir sobre suas ações e impactos ambientais, por causa de uma visão capitalista e globalitária do mundo, é uma das formas de nos conscientizarmos e procurar colocar em prática o desenvolvimento sustentável.
O Capitalismo e o Globalitarismo, segundo Milton Santos, grande geógrafo e intelectual baiano, são os grandes vilões do consumo exagerado. As pessoas no geral consumem de maneira compulsiva os produtos lançados no mercado para satisfazer um capricho ou a um modismo, sendo que muitas das vezes esse produto fica encostado num canto em casa ou o antigo é jogado no lixo não reciclado. Consumir por consumir é uma característica forte do modismo. No campo da tecnologia, a exemplo dos aparelhos celulares, muitos trocam a cada lançamento. Então nos perguntamos: “Pra onde vai o aparelho antigo? O que é feito dele?”. Já no campo das vestimentas, grande parte mulheres, muitos compram sapatos e roupas que às vezes não irão usar todos os modelos e cores. Neste caso, refletimos: “Enquanto uns tem demais, outros não tem nada, nem onde cair morto”. Essa é a cara do Globaritarismo, da desigualdade social, que pela maneira como produzimos e consumimos divide o mundo em dois extremos: OS DO QUE TEM DINHEIRO PARA CONSUMIR x OS QUE NÃO TEM “NADA”.
O Globaritarismo (Globalização Totalitária), de acordo com Milton Santos, desenvolve-se quando as grandes empresas, as multinacionais, as empresas privadas e até mesmo a própria economia política de um país tem uma visão apenas de exploração, produção e lucros, a qual os beneficiados são os de poder econômico, esquecendo-se da economia solidaria. Quem tem dinheiro para consumir participa de um mundo “globalizado”, quem não tem, é excluído deste mundo, fica no desejo e na vontade do que é imposto nas propagandas, na “miséria”. Desta forma, o país cresce de maneira desigual assustadoramente, onde são poucos os investimentos e preocupações do governo com relação à qualidade de vida da sociedade como um todo. Os problemas sociais estão aí na cara, maior parte da população a margem da sociedade: aumento de
desemprego, prostituição, tráfico de drogas, bairros sem estrutura de moradia, desnutrição, educação sem qualidade, falta de assistência médica entre outros que levam a miséria da população carente, do país.
O Consumo consciente, sustentável ou responsável é um comportamento que incorpora o fato de que os recursos são limitados, e corresponde a ações ou práticas para a qualidade de vida pessoal e coletiva. O consumo sustentável baseia-se na ideia de que o planeta não pode suportar os velhos padrões utilizados nas últimas décadas para a extração, produção, comercialização e descarte de bens. Consumir de maneira sustentável significa consumir melhor e menos levando em consideração os impactos ambientais, sociais e econômicos das empresas e dos seus produtos (cadeias produtivas). Este consumo precisa ser sustentável em todos os sentidos: desde a compra, uso e até o descarte. É importante questionar-se sobre o consumo pessoal sempre, como pode ser reduzido e melhorado em qualidade. Quem estimula o consumo sustentável é o consumidor consciente ou "verde". Chamado assim por ser mais consciente no ato de comprar ou usar produtos com a possibilidade de colaborar com o planeta.
Considerações Finais
O desenvolvimento sustentável é de extrema importância tanto para o homem quanto ao meio-ambiente. É de suma importância que: as pessoas se policiem, reflitam e mudem mais na maneira de consumir, ou seja, consumir o necessário de fato que irá usar; quanto as empresas, em especial as de grande porte, invistam na prática de uma economia sustentável, pois a vida do homem e do planeta Terra depende do equilíbrio entre os três pilares da sustentabilidade: ambiental, econômica e sociopolítica. A comunidade, os municípios, o Estado e a União são também responsáveis na mudança deste quadro, através de denuncias de criminosos ambientais e de projetos que visam à prática do desenvolvimento sustentável como: lixo seletivo para a reciclagem, reflorestamento, consumo de produtos orgânicos, que inclusive fazem bem a saúde, construção de casas ecologicamente corretas, saber consumir a água que ainda temos entre outros. Cada um fazendo sua parte, poderemos sim viver num mundo melhor. É preciso ter um olhar crítico sobre tudo isso, como diz Milton Santos, “acontecer solidário” é preciso.quarta-feira, 22 de maio de 2013
A mídia como sujeito
O poder da mídia na influência do consumo exacerbado:
Certamente você já percebeu que ao ligar a televisão
o número de propagandas referentes a produtos são exageradas. Ao assistir um programa infantil em um
intervalo, a propaganda surge como um chamariz do consumo, crianças altamente
felizes intensificando a ideia de que ao comprar o produto em destaque você
será igual a aquela criança fictícia que a própria mídia impõe que sejamos. No
âmbito dos adultos nada é diferente, modelos estonteantes, casais felizes,
vidas invejáveis destinadas a lhe garantir que comprando você se igualará a
estes personagens, ou seja, compre e seja, tenha e se enquadre ao modelo
pré-estabelecido pela sociedade atual e caso você se oponha, será marginalizado.
A mídia exerce um papel fundamental para
o consumismo, é ela quem irá intensificar e disseminar este.
Ao analisarmos a cerca da influência da mídia no
consumo exacerbado pela sociedade, não podemos deixar de citar as ideias do
geógrafo Milton Santos a cerca do poder da informação, conjugando este com o
conceito frankfurtiano de indústria cultural.
Milton Santos
ao abordar sobre a globalização, denominando-a de “Globaritarismo”, nos mostrando
o lado de uma globalização maldita que se utiliza da tirania da informação para
manter-se hierarquicamente superior: “Esse
globalitarismo também se manifesta nas próprias ideias que estão atrás de tudo.
E, o que é mais grave, atrás da própria produção e difusão das ideias, do
ensino e da pesquisa. Todos obedecem, de alguma maneira, aos parâmetros
estabelecidos. Se estes não são respeitados, os transgressores são marginalizados,
considerados residuais, desnecessários ou não-relevantes. É o chamado
pensamento único. Algumas vozes críticas podem se manifestar, uma ou duas
pessoas têm permissão para falar o que quiserem, para legitimar o discurso da
democracia. Só que a estrutura do processo de produção das ideias se opõe e
hostiliza essa produção de ideias autônoma e, por conseguinte, de alternativas.
É uma forma de totalitarismo muito forte, insidiosa, porque se baseia em ideias que aparecem como centrais à própria ideia da democracia, liberdade de opinião, de imprensa, tolerância, utilizadas exatamente para suprimir a possibilidade de conhecimento do que é o mundo, do que são os países, os lugares. Eu chamo isso de tirania da informação, que, associada à tirania do dinheiro, resulta no globalitarismo.”
É uma forma de totalitarismo muito forte, insidiosa, porque se baseia em ideias que aparecem como centrais à própria ideia da democracia, liberdade de opinião, de imprensa, tolerância, utilizadas exatamente para suprimir a possibilidade de conhecimento do que é o mundo, do que são os países, os lugares. Eu chamo isso de tirania da informação, que, associada à tirania do dinheiro, resulta no globalitarismo.”
Com isto, notamos que a
função da mídia aliada à tirania da informação é justamente transmitir a ideia
dos grupos hegemônicos, incluindo o consumo exagerado dos seus produtos.
Conforme o conceito frankfurtiano de indústria cultural elaborado pelos
pensadores e cientistas sociais alemães, com destaque a Theodor
Adorno, Max Horkheimer, nos é esclarecido
que a mídia rege-se conforme um modelo industrial, cujo interesse primordial
está em mercantilizar a cultura, ou seja, vender as ideias de interesses dos
grandes conglomerados hegemônicos.
"O
mercado dos bens culturais assume novas funções na configuração mais ampla do
mercado de lazer. Outrora os valores de troca não alcançavam nenhuma influência
sobre a qualidade dos próprios bens. A consciência específica desses setores só
se mantém agora, no entanto, em certas reservas, pois as leis do mercado já
penetraram na substância das obras, tornando-se imanente a elas como leis
estruturais. Não mais apenas a difusão e escolha, a apresentação e a embalagem
das obras - mas a própria criação delas, enquanto tais, se orienta nos setores
amplos da cultura de consumo, conforme os pontos de vista da estratégia de
vendas no mercado. Sim, a cultura de massas recebe o seu duvidoso nome
exatamente por conformar-se às necessidades de distração e diversão de grupos
de consumidores com um nível de formação relativamente baixo, ao invés de,
inversamente, formar o público mais amplo numa cultura intacta em sua
substância." (Habermas, [1962] 1984, p. 195)”
É perceptível
a forte influência das grandes empresas de comunicação na esfera da formação do
sujeito cognitivo, até mesmo a cima da família e a própria escola levando-nos,
enquanto sujeito, a nos subordinarmos a estes ideais impregnados em nosso
dia-a-dia, resultando em uma negociação de bens, ideias e até mesmo pessoas
altamente descartáveis.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Origem
Origens dessa tendência consumista:
A origem da tendência de compulsão pelo ato de comprar
tem suas origens na história da humanidade. Após os eventos da Revolução
Industrial, os processos de produção e circulação de bens foram agilizados. Com
o avanço da produção, houve um grande distanciamento das pessoas e do
conhecimento em relação aos meios de produção. Para entender como isso se deu,
basta pensar o quanto você conhece, por exemplo, dos processos de produção das
coisas que você compra. Você sabe como são fabricados os produtos de higiene,
alimentação, itens de decoração e outros? Conhece as formas de distribuição,
importação e exportação? É justamente esse desconhecimento que historicamente
foi denominado alienação. A alienação é a principal dimensão do consumismo,
está na base da compra desvinculada da necessidade e do desconhecimento em
relação ao valor de compra e de uso
Ainda
discutindo a história da tendência consumista, podemos destacar a vinculação da
possibilidade de comprar ao poder, já que, por muitos anos, o consumo era
privilégio de classes mais ricas. Com o desenvolvimento econômico, da produção
e da publicidade, as distâncias foram sendo diminuídas. O que se pode perceber
na atualidade é um nivelamento de desejos: crianças pobres e ricas querem os
mesmos brinquedos, adultos de classes sociais distintas têm as mesmas vontades,
reforçadas pelos modelos e padrões de vida apresentados pela mídia, como os
gostos e hábitos de celebridades.
A
criação e valorização social de padrões de comportamento é outra dimensão
importante do consumismo. Para atingir o padrão de sucesso e boa vida, inúmeras
pessoas investem seus esforços para adquirir bens que não necessitam. (http://www.brasilescola.com/psicologia/consumismo.htm)
Origem do consumo consciente:
Com a grande degradação ambiental, ficou altamente perceptível o quanto o meio ambiente está sendo afetado pelo modo de viver da humanidade.Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em junho de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, foi produzido um documento denominado Agenda 21, que consiste num plano de ações para a melhoria da situação ambiental. Através desse documento foi elaborado o conceito de consumo sustentável, propondo uma mudança nos padrões de produção e consumo.
A ideia de consumo sustentável é a de promover a reflexão dos hábitos de consumo da população, despertando a consciência ecológica. Nesse sentido, o consumidor deve adquirir somente o que for necessário para suprir suas necessidades básicas de sobrevivência, evitando, portanto, a aquisição de produtos supérfluos e o desperdício, contribuindo dessa forma para a preservação ambiental.
Conceituando
O conceito:
O que é Consumismo?
As
definições oficiais associam a palavra consumismo ao ato de comprar,
ressaltando a especialidade da ausência de necessidade por parte do comprador
em grande parte das negociações. Isso quer dizer basicamente que a palavra consumismo,
em suma, significa o ato de comprar muitas coisas que, em sua maioria, não são
necessárias.
O que é Consumo Consciente?
Todo consumo causa impacto (positivo ou negativo) na economia, nas relações sociais, na natureza e em você mesmo. Ao ter consciência desses impactos na hora de escolher o que comprar, de quem comprar e definir a maneira de usar e como descartar o que não serve mais, o consumidor pode buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos, desta forma contribuindo com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.
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